segunda-feira, 26 de maio de 2008

Sinal vermelho

Em 2004 comprei meu primeiro carro. Usado, com 10 anos de uso. E foi um bom negócio, de pai para filho, literalmente.

Ter um carro é quase que um atestado de liberdade, uma carta de alforria. Desejo de 10 entre 10 pessoas. O ato de dirigir é capaz de causar uma sensação de onipotência incrível.

Bem, no brasil há mais de 190 milhões de pessoas. Com as indústrias fabricando um pouco mais do que 2 milhões de automóveis por ano, seria necessário quase um século para produzir carros para todos. Ainda não chegamos nesse ponto, mas a explosão das vendas causadas pelo aumento da renda do população e pelas facilidades de crédito tem levado às ruas um número cada vez maior de carros. E isso, ao invés de ser motivo de comemoração, é preocupante.

Hoje, percorri a Bandeirantes e a Ibirapuera, aqui em São Paulo. Era passado do meio-dia, e ambas, apesar do trânsito fluir razoavelmente bem, estavam abarrotadas de carros. Agora, às 20:27, vejo a Ibirapuera parada. E isso é muito preocupante.

A venda de automóveis sempre foi um parâmetro para a nossa economia: quando vende-se muito, a economia vai bem. Do contrário, vai mal. Nossa economia é totalmente dependente do consumo, mas isto é extremamente preocupante. É algo auto-fágico. Não pode acabar bem.

Não temos estrutura para tantos veículo. Vejo que São Paulo é o melhor exemplo dessa triste realidade.
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