segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sustentando o vício.

Como escrevi no texto anterior, entre o final do penúltimo e do último livro que li, passaram-se 6 longos meses. Noves fora as desculpas para tal atraso, a média é muito ruim, é quase um índice brasileiro. Desse jeito precisarei de décadas para ler tudo o que está esperando em minha biblioteca.

Isso, é claro, se eu parasse com comprar livros, este tão sedutor quanto maldito objeto que desperta os meus mais contidos desejos de consumo.

Num período de poucos dias, menos de uma semana, recebi o primeiro exemplar da coleção da Editora Abril sobre os 70 Anos do início da Segunda Guerra Mundial, três livros que comprei pela net, a saber: Cerveja - Guia Ilustrado Zahar, editado por Michael Jackson (o beer hunter, e não o músico piradão) e as Enciclopédias Larousse da Cerveja (lançamento) e do Vinho (esta pela metade do preço), além do Livro da Família 2010, dos Jesuítas.

É verdade que a maioria deles é mais para consulta do que para leitura, mas igual, estão todos pagos e esperando para serem lidos.

Só não sei quando...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ponto Final.

Vergonha.

Por muito pouco eu não completo 6 meses, um semestre sem finalizar a leitura de um livro.

E não adianta justificar que neste ínterim eu estive envolvido com a preparação (e a execução) de um casamento, assim como a reforma e o mobiliar de uma casa. Se não nos damos nem o tempo da leitura, como podemos dizer que temos auto-estima?

Mas enfim, cheguei ao fim de mais um. Desta vez um recuerdo das minhas férias no Chile, comprado em uma livraria em Satiago, quando perguntei por um livro sobre a culinária chilena: La Olla Deleitosa - Cocinas mestizas de Chile, uma análise antropológica sobre pratos típicos de diversas regiões do país.

Um livro bom pelo seu conteúdo, ou melhor, receitas, mas escrito de uma maneira tão chata como só os antropólogos conseguem fazê-lo.



quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Franz Ferdinand em Porto Alegre


Uma das minhas bandas favoritas que ainda está em atividade (aliás, são poucas), os escoceses do Franz Ferdinand farão uma apresentação em Porto Alegre em março do ano que vem, mais precisamente no dia 18.

Duvida? Dá uma olhada no site dos caras: http://www.franzferdinand.co.uk/shows/

Terei que comparecer a este evento. O fato de ser numa quinta-feira complica em termos profissionais, mas acredito que meu patrão me dará uma folga.

Não remunerada, é óbvio...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Torcedor Gremista tem uma missão: alistar-se no Exército Gremista


Todo torcedor gremista conhece a história gloriosa do Imortal Tricolor. Pois agora, o Grêmio quer conhecer melhor o seu torcedor. Em uma ação inédita em todo o Brasil, o Tricolor está realizando um cadastramento de seus torcedores, na campanha chamada Exército Gremista.

De acordo com Germano Jaeschke Schneider, cônsul do Grêmio em Cerro Largo, a intenção do clube é conseguir direcionar suas ações de marketing de acordo com o perfil de seus torcedores.

Participar é muito simples: o torcedor se cadastra e passa a receber toda a atenção do clube, através de benefícios e vantagens exclusivas. O cadastro pode ser feito pela internet, no site do clube (www.gremio.net) ou no da própria campanha (www.exercitogremista.com.br). Todo gremista pode participar.

- Pode não, deve participar – diz Germano – será muito importante para o clube ter estas informações a respeito de seus torcedores. Todos os gremistas devem se alistar no Exército Tricolor.

Germano informa que o torcedor ainda terá a opção de adquirir seu Cartão do Torcedor Gremista, com o qual ele poderá comprar seu ingresso pela internet com toda a facilidade, ganhar descontos em diversos produtos da loja Grêmio Mania do Estádio Olímpico ou da loja virtual, exclusivos para esta promoção, além de receber um pin folheado em prata. O custo do cartão é de R$5,00. Aqueles que são sócios do clube, precisam apenas atualizar seus dados para também participarem destas vantagens.

O cadastramento não torna o torcedor sócio do clube, e não haverá nenhum custo adicional além do cartão.

- Gremista, participe você também: aliste-se no Exército Gremista – finaliza Germano, que já está providenciando junto à direção do Grêmio formulários para aqueles que não têm acesso à internet.




- Matéria que será publicada nas próximas edições dos jornais Folha da Produção e Gazeta Integreção, mas que você lê antes no ADHD.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Margens plácidas

Valendo uma das tantas garrafas de Heineken que sobraram da festa do meu casamento: que local é mostrado na foto abaixo mostra?


Difícil?

Facilito então: fica alguns metros abaixo do monumento da seguinte foto. A segunda garrafa de cerveja vai para quem identificá-lo:



Caso você ainda não tenha passado o cursor do mouse sobre as imagens, lendo as legendas, digo que a primeira mostra as margens plácidas do riacho Ipiranga, na cidade de São Paulo, de onde foi ouvido o brado retumbante de um povo heróico, de acordo com as belas e empoladas palavras de nosso parnasiano hino. O monumento foi construído no local onde, supõem-se, nossso primeiro imperador ergueu sua espada e proclamou a independência do Brasil, fato que completou 187 anos ontem.

Monumentos desta grandeza não são muito comuns em nossa pátria verde-amarela, famosa por negligenciar ou até menosprezar os fatos e figuras de seu passado. De acordo com as imagens difundidas, o príncipe D. João era um gordo estúpido e comilão, D. Pedro I um tarado, D. Pedro II um velho dorminhoco, e assim vai. Não que estas pessoas não tivessem seus defeitos, assim como todos temos, mas é inegável que a contribuição deles para o Brasil suplanta em muito seus defeitos, por assim dizer.

Essa visão debochada, apesar de já existir ainda no período monárquico, deve ter-se intensificado na segunda metade do século passado, quando o pensamento de esquerda tornou-se verdade absoluta nos meios acadêmicos e formadores de opinião. Afinal, tais figuras representavam a classe dominante e opressora do povo, então fazia-se necessário denegrir suas imagens.

Do outro lado da fronteira, é difícil encontrar uma cidade argentina ou uruguaia onde os generais San Martín e Artigas, líderes da indepedência dos respectivos vizinhos, não recebam algum tipo de homenagem, seja uma singela placa ou um majestoso monumento equestre, sem falar nas cidades, praças, ruas, parque e até times de futebol cujos nomes lembram os líderes e seus companheiros.

Agora, num exercício rápido de memória, não consigo me lembrar de algum monumento em memória a D. Pedro I no meu Rio Grande do Sul. Há ruas, praças, é verdade, eu inclusive morei muitos anos numa Rua Sete de Setembro, nome onipresente em praticamente todas as cidades do país, mas é algo que passa quase despercebido em nosso cotidiano. Durante o feriado “comemorado” ontem, muitas pessoas que eu indaguei não souberam dizer o porquê de não precisarem ir ao trabalho/escola. Assim como a maioria das pessoas deve desconhecer a existência de um belíssimo monumento em mármore e bronze no local onde nossa indepedência foi proclamada, sobre o qual descansam os restos mortais de D. Pedro I.

É triste um povo que ignora e desreipeita seu passado. Mas em se tratando de um povo que ignora seu próprio presente, até que é algo compreensível.

Em tempo: como nada está tão ruim que não possa ser piorado, a espada que D. Pedro ergue no belo alto-relevo em bronze no Monumento à Independência, estava quebrada, como todas as demais da obra.



quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Coitado do Serelepe

Cena 1: sábado à noite, saindo do Salão Paroquial que acabara de ser reinaugurado. Uma criança, sete ou oito anos, sugere à mãe e à irmã: “vamos para casa olhar novela”.

Cena 2: domingo à noite, o Capitão pergunta ao palhaço Serelepe se estava tudo bem. O astro do espetáculo, num daqueles improvisos que apenas os mestres das artes cênicas podem e conseguem interpor, alfineta a plateia: “bom nada, estaria bom se tivesse mais gente”.

Domingo não passa novela, ao menos que eu saiba, mas existe algo tão ruim quanto que atende pelo nome de Fantástico, e que só serve para duas coisas: ver/admirar a Patrícia Poeta e fazer aquela piadinha tão infame como engraçada: “viu o fantástico domingo?”.

Claro que existe uma penca de outros programas, mas a grande maioria do mesmo (baixo) nível da atração global, quando não uma cópia barata, como é o caso da TV da igreja universal. E posso até apostar que a menininha do primeiro parágrafo estava em frente à TV na hora em que o palhaço proferiu seu irônico comentário.

Este é um desabafo não apenas contra a má qualidade da programação da TV, ou contra o péssimo hábito da população em geral em restringir seu tempo livre ao que os canais de TV oferecem. Este é mais um desabafo contra a população de muitas cidades do interior que não prestigiam as raras oportunidades que temos à disposição para preencher o vazio cultural ao qual estamos condenados. Uma companhia de teatro, que apresenta diariamente excelentes espetáculos, muito bem encenados, extremamente engraçados e a um preço simbólico, míseros R$ 6,00, ainda assim é pouco prestigiada. Meu Deus do céu, não consigo entender uma coisa dessas.

O Teatro de Lona Serelepe é uma trupe mambembe que percorre as cidades apresentando diversas peças, ficando em um local até saturar, ou perceberem que não há mais motivos para ali permanecerem. As peças se resumem a histórias onde um dos personagens é o divertido e esperto Serelepe, que rouba a cena com seus comentários e suas interpretações.

Existe pouca coisa na televisão que consiga rivalizar com o humor espontâneo de um palhaço como o Serelepe, seja nas massantes séries norte-americanas, seja num previsível Casseta & Planeta, seja entre os fracassados humorista que compõem o elenco de Zorra Total.

Espero que comentários favoráveis daqueles poucos que tiver o prazer de assitir às peças tenham a persuasão de reverter este quadro, e que sejamos contemplados com mais atrações como estas.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Casa nova, vida nova.

Esta é mais para dar um ar de exclusividade ao blog, privilegiando os meus (pouquíssimos) leitores: quero informar a todos que estou de endereço novo. Finalmente terminei a reforma da casa que comprei, e finalmente pude fazer minha mudança.

Neste caso, o termo mudança se refere mais a uma alteração de ambiente do que ao transporte de móveis de um local para o outro. Não que minha nova morada seja muito carente, longe disso, mas conta com pouco mais do que o básico.

Dias atrás perguntei para alguns amigos o que era necessário para se viver. Estou lá há uma semana e não temos TV e nem internet, o fogão foi instalado hoje de manhã, o chuveiro apenas no segundo dia. Até ontem comíamos no sofá. E a vida vai muito bem, obrigado.

Claro que a questão financeira está fazendo com que eu protele os outros confortos, tive gastos vultuosos (ao menos para o meu padrão financeiro), seja pela aquisição, seja pela reforma. Mas um pouco disto vai do meu orgulho pessoal, quero ver o quanto consigo resistir sem televisão. Talvez aquela seja uma das poucas casas da cidade que não abrigam um aparelho de TV.

Bem, mas a internet eu pretendo instalar o quanto antes...