segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Pausa

No começo de minha vida profissional, ouvi de uma ex-professora a seguinte sentença: "tu vai ver Germano, depois tu nem vai conseguir tirar férias, e nem vai ser por falta de dinheiro, e sim por falta de tempo".
Tive muita dificultade em não rir da cara dela. Se eu mal e mal conseguia pagar minhas contas, como pensar em falta de tempo???
Como eu era ingênuo! Hoje o que eu mais queria é que meu dia tivesse 27, quiçá 30 horas. Como seria bom para o meu trabalho...
Talvez seja por isso que eu tanto valorizo meus momentos de férias. Como eu já escrevi aqui, demorei cinco anos para tirar minhas primeiras, fato que somente se repetiu uma vez nos três anos seguintes. Mas se eu tivesse ouvido minha professora, e tantas outras pessoas que me aconselharam do contrário, não ficaria tanto tempo apenas pensando no meu trabalho. Pois como disse um paciente "férias não é um dinheiro que tu gasta, pois tu volta com tanta vontade, com tanta disposição para o trabalho que logo logo recupera tudo o que foi gasto".
É por este motivo que estou saindo de férias. No momento que o Blogger publicar este texto, já estarei longe de casa, e nem adianta me ligarem pois meu celular já está desligado.
Afinal, eu mereço...

domingo, 28 de dezembro de 2008

Céu

Talvez eu seja a única pessoa do mundo que não assiste novela (onde está escrito mundo, leia-se "Brasil" e onde está escrito novela, leia-se "história fictícia apresentada em capítulos diários pela Rede Globo às 21:00"). As vezes é até um pouco chato em meios às conversas não saber o que aconteceu com a Donatela ou com o Silveirinha, mas paciência, ainda prefiro assim.

Mas nesta semana tive uma grata surpresa: contaram-me a história dum homosexual que está sendo "curado" pela Deborah Secco. Finalmente algo decente sendo mostrado.

Nos últimos anos (antes que me contestem, não é preciso assistir para conhecer os enredos) era cada vez mais comum estas novelas mostrarem "casais" homosexuais como se isto fosse a coisa mais normal do mundo, numa irresponsabilidade imensa. Imaginem o que uma criança, sem a capacidade de dicernimento, pensa sobre isso? Vai pensar que é normal e aceitável homem com homem ou mulher com mulher, que família é algo relativo, que o que importa é o amor, mimimi e mimimi.

Mas pelo amor de Deus, a que ponto chegamos? As pessoas estão expostas a esta apologia homossexual a todo o momento, o que vai ser do núcleo familiar dentre alguns anos?

Por isso fico feliz com essa história da Céu. Pode ser que nem seja assim como eu entendi e estou aqui relatando, mas o simples fato da TV, com todo o seu alcance em território nacional, mostrar alguém "voltando" ao caminho normal, já é um alento.

Acho que o mundo não está todo perdido.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Natal

Eu desejo a todos um Feliz e Abençoado Natal e que Deus os ilumine.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Identidade visual

A idéia era utilizar este espaço para apresentar, em primeira mão, o novo logotipo do meu consultório. Mas a edição do jornal que comumente sai às quintas-feiras apareceu aqui em casa hoje, para a minha surpresa, estampando o meu logotipo na capa. Malditos.

Também, essa é uma das épocas mais movimentadas para a minha atividade profissional: aliando o 13º com a vontade de estar com os dentes em dia para as festas de final de ano fazem com que as pessoas busquem os consultórios odontológicos como não o fazem em qualquer outro período do ano. E isto é muito bom...

E uma escala de valores, o trabalho fica a frente do Blog, como não poderia deixar de ser.

Mas para os meus quatro fiés leitores eis a minha identidade visual, que foi desenvolvida pelo meu amigo Rodrigo Mentges, da LAB web+design.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A Terra é Azul

Hoje faz 25 anos que o Grêmio venceu o seu primeiro Título Mundial, o que lhe conferiu a honraria de ser o único time verdadeiramente internacional no estado, por muitos e muitos anos.
Com dois golaços, de Portaluppi, Grêmio pra sempre Campeão Mundial.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Não pagar pra ver

Pedágios: quem gosta de pagá-los?

Eu não gosto. Aliás, não sei de ninguém que goste. Conheço muitos que afirmam preferir pagar pedágios a trafegar por estradas esburacadas. O que até faz sentido. Mas gostar de pagar, isso não tem ninguém.

É inegável que o preço cobrado nas praças de pedágios gaúchas é exagerado. Dêem uma volta pela Argentina e o Uruguai só para comprovar. Logo, é compreensível que muita gente dê um jeito de escapar da cobrança.

Um dos desvios de pedágio mais conhecidos e utilizados é o da praça de Soledade, que pode ser observado na imagem de satélite abaixo, retirada do Wikimapia.


Bem, eu nunca tinha feito uso desta rota, mas na minha penúltima ida a Porto Alegre, como dispunha de tempo, decidi vivenciar esta experiência.

O trecho é muito ruim: muita pedra, irregular, poeira. Para aqueles que como eu costumam encher bastante os pneus quando pegam a estrada, o roteiro é um contínuo trepidar. Mas apesar dos riscos de furar um pneu e de soltar todas as peças do carro, o desvio é bastante utilizado. É raro passar por lá sem se deparar com algum motorista entrando ou saindo da estrada, dispostos a economizar os R$ 5,40 da tarifa.


Apesar de que a sensação de economizar me é bastante aprazível, confesso que não faço muita questão de repetir minha experiência. E nem é consciência pesada ou algo do gênero. Apenas acho que o risco de sofrer uma avaria no carro não compensa o valor economizado.

domingo, 7 de dezembro de 2008

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Frohe Weihnachten

Nostalgia é manter viva as tradições. E assim o faço.

Desde meados da década de 80 eu sou o responsável pela montagem do presépio aqui em casa, tão logo se aproxima o Natal.

Bem, o nosso parâmetro é o calendário litúrgico, ou seja, o período de Natal começa no primeiro domingo do Advento, apesar de já podermos ver motivos natalinos no comércio desde o final de outubro. Mas tudo bem, eles querem vender e tal...

Voltando ao presépio: como eu já escrevi, a incumbência de montá-lo é minha, assim como da árvore de Natal, sempre ao som de músicas natalinas (boa parte delas em alemão). E sempre foi assim, com exceção apenas do ano de 1995, quando fiz meu intercâmbio na Alemanha. E sempre com alegria. Tenho excelentes recordações dos Natais da minha infância, é um dos períodos do anos que sempre me deixou muito feliz, mesmo que aparentemente não tivesse motivo para tal.

Sei que isso pode desagradar 25% dos meus quatro leitores, mas tenho muito pena dos ateus nesta época: para eles, este período não passa de uma mera troca de presentes, tal qual os exploradores faziam com os índios, num sinal de confiança e amizade. E ai de nós se não presentearmos familiares, cônjuge, colegas de trabalho, a sogra... onde já se viu...

Já pensei seriamente em não dar nenhum presente para ninguém no Natal, apenas um abraço, um soriso e um "Feliz Natal". Mas nunca tive coragem.

Ainda está em tempo, não comprei nada para ninguém. Mas o presépio eu já montei, como podem ver:


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Solidariedade

Meu último contato com o Oceano Atlântico fora em outubro de 2000, quando os formandos da Odonto-UFRGS fizeram uma excursão a Florianópolis. Depois disto, exceto por breves momentos de reencontro em viagem que eu fiz pelo Uruguai em 2006, mantive-me afastado dos mares por longos anos. Por esta razão que ao planejar minhas férias para o verão de 2008 pensei logo no litoral, de tantas belas recordações na minha infância. E como todo bom gaúcho optei por o que nosso estado oferece de melhor em matéria de praias: o litoral catarinense.

E ainda uni o útil ao agradável: além da tríade areia-mar-sol, programei um roteiro de visitas a diversas micro-cervejarias catarinenses, principalmente na região do Vale do Itajaí.

Foram férias maravilhosas: passei 10 belos dias entre paisagens deslumbrantes e boas cervejas, e tanto estas como as outras não me saem da memória.

Especialmente depois do que aconteceu na semana passada. Muitas das cidade que eu percorri foram arrasadas por chuvas, alagamentos e deslizamentos de terras. Foi muito triste ver os lugares por onde passei alagados, cobertos de terra ou destruídos.

Não há como não ficar sensibilizado. O bom é que tão logo ocorreram as tragédias, um sem número de pessoas e entidades se mobilizou para ajudar os catarinenses com aquilo que eles tanto precisam. E o Rotary International, a maior entidade voltada à prestação de serviços no mundo, não ficou de fora, conforme o vídeo abaixo.

http://br.youtube.com/watch?v=WS_KK7fanns


Por atitudes como esta que eu me orgulham em fazer parte desta entidade. Ainda mais depois que nosso clube, o Rotary Club de Cerro Largo, decidiu na reunião de hoje contribuir com R$ 1000,00 para a campanha. Os catarinas precisam.
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