sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Yo gusté

Medialunas, dulce de leche, mantequilla, duraznos, ciruelas, pomelos, estava tudo lá. Era um desayuno digno de um rei, mas eu merecia, sim senhor. Após cinco longos anos de trabalho, sofrimento, dúvidas, incertezas, espera e alegrias, finalmente estavam chegando ao fim as minhas primeiras férias após o inicio da minha atividade profissional.

Após 9 dias e quase 2000 Km percorridos na Republica Oriental del Uruguay, eu acabara de acordar depois da minha última noite de sono em solo charrua. Que viagem maravilhosa, que momento maravilhoso! Tudo era perfeito, as cores, os sons, a inflexão da luz, os odores, os sorrisos, a comida, tudo... Mas como deixar de ser se eu estava concretizando algo almejado e planejado durante anos?

E foi neste momento mágico que eu ouvi pela primeira vez aquele som. Que melodias bonitas, que música bonita. Meio rock, meio pop, com certa influência de ska em alguns momentos. Quem canta isto?, perguntei ao garçom.

- No te va gustar – respondeu.

Como assim, se eu já tinha gostado? Repeti a pergunta. E ele a resposta. Este era mesmo o nome da banda.

No te va gustar. Um nome bem diferente mesmo. Mas pouco importava o nome. Antes de atravessar a fronteira, decidi procurar os discos desta banda uruguaia no comércio informal de Chuy. Comprei dois cd’s e até hoje escuto estes e outros trabalhos deles, tanto no carro quanto no consultório.

Mas uma coisa me intriga: será que o som deles é tão bom assim a ponto de me agradar logo na primeira vez? Será que o fato de eu tê-los escutado em um momento totalmente favorável em questão de bem-estar e satisfação não foi um fator preponderante? Se eu os tivesse ouvido em outra oportunidade, será que minha reação seria a mesma? Acredito que não.

Mas também, num ambiente como aquele, e na felicidade em que eu me encontrava, até Exaltasamba e Seu Jorge iriam me agradar.

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Neste sábado, dia 20, a banda uruguaia faz show em Porto Alegre.
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