sábado, 6 de setembro de 2008

Death Magnetic


O clichê é paleozóico, mas todos sabemos que deste mundo nada se leva. Ou seja, tudo o que acumulamos temos que deixar a alguém, como nossas coleções de selos e de latinhas de cerveja, nossos livros, nossos exemplos e nossas glórias.


Talvez minha vida não seja tão gloriosa assim, mas tenho coisas com as quais me orgulhar. Por exemplo, no dia que eu tiver um filho (e hei de ter) quero dizer para ele, olho no olho: fui ao show do Metallica!

É ou não é motivo de orgulho? Mas sim, eu fui, lá no hipódromo Cristal, no ano 2000. Fantástico.


Pois este mesmo Metallica estava devendo aos seus fãs. Aliás, os fãs do Metallica (categoria na qual me incluo) são muito chatos: desde o Black Album que eles reclamam. Mas também, depois dos caras lançarem Kill' em All, Ride the Lightnign, Masters of Puppets e ...And Justice for all, é até esperado e compreensível que essa trupe reclame dos discos da banda. Mas o problema é padrão de comparação. Exagero. Pô, se a Carol Castro aparecer com 3 quilos a mais, alguém iria reclamar? Claro que não, caralho. Ela continuaria sendo uma gracinha. (que comparação estúpida esta minha...)


Mas é o padrão Metallica. O cara que se acostumou a ouvir o Metallica "antigo", torcerá o nariz com bons álbuns como o Load, Reload e o St. Anger. Esse que é o problema: são álbuns bons, porém aquém do esperado para uma banda que criou The Four Horsemen, Fade to Black e Sanitarium (Welcome Home).


Mas há algo de novo no front: a banda acaba de lançar Death Magnetic, seu novo trabalho. Apesar da incontrariedade do Lars e do James a respeito dos downloads grátis de músicas pela internet, baixei o disco. E digo, é muito bom, bom mesmo. Se os cara vierem para Porto Alegre, prometo que vou ao show.

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