quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Carro velho

Para que serve um carro?

Quando Carl Benz e Gottlieb Daimler desenvolveram suas primeira carroças motorizadas, creio que pretendiam apenas facilitar a movimentação das pessoas, até então dependentes de tração animal (fosse ele racional ou não) ou das estradas de ferro.

Acontece que os primeiros automóveis, produzidos manualmente, não eram nada acessíveis à imensa maioria da população, ficando restritos a uma elite. Isso até Henry Ford desenvolver a linha de montagem.

E o povão pode ter seu Ford modelo T.

Mas os Rockfellers da vida não precisavam usar os mesmos carros de seus jardineiros. Sempre houve fábricas cujo foco era a exclusividade.

Ou seja, desde o princípio o carro sempre foi muito mais do que um mero meio de transporte: além de um indicador sócio-econômico, ele representa um símbolo de status, de identificação e até de auto-afirmação. E por que não dizer um dos motores da economia? Se esta vai bem, produzem-se e vendem-se carros aos montes. Se vai mal, as fábricas diminuem a produção, demitem funcionários, é o caos.

Mas se sempre são produzidos mais e mais carros, o que fazer com os velhos? Fundição? Ferro-velho? Reciclagem?

Bem, para alguns os automóveis também podem ser obras-de-arte ou objetos de coleção. Pode não ser algo muito prático guardar carros em uma coleção, mas cada vez mais pessoas fazem isso. A história da indústria automobilística, e por conseqüência deste período da humanidade está sendo preservada.

E escrevo isso para dizer que agora um grande amigo meu (que pediu anonimato) pode dizer, com o peito inflado pelo orgulho, que também faz parte deste grupo de excêntricos: comprou um carro antigo, mais precisamente o Ford 41 da foto.


Vai ter bastante trabalho. Mas creio que será divertido. No mínimo terei bastante assunto para escrever aqui.
Related Posts with Thumbnails