sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Fútbol


Um amigo meu esteve passeando em Buenos Aires dias atrás.

Que inveja...

Se tem um lugar do qual eu gosto é Buenos Aires. Isso que eu fui para lá apenas uma vez. Foi amor à primeira vista.

É difícil de explicar, mas deve haver algo de emocional nisso. Eu estava num período complicado da minha vida, quando resolvi conhecer a capital argentina, através de uma excursão, num feriado de Corpus Christi. Foi uma passagem rápida, porém marcante. Saí de lá decidido a voltar, com mais tempo para passear por suas ruas, livrarias, praças...

Bem, ficar com inveja não adiantava muito. Já que desta vez não podia ir para lá, por que não trazer algo de lá para cá? Bingo. Uma das coisas mais chatas para um turista são as encomendas que ele recebe. Mas como são chatas para quem vai e não para quem fica, não pestanejei. Pedi três coisas: uma delas relatarei em outro texto. A segunda, uma camiseta do Almagro. É claro que ele não achou, seria o mesmo que pedir uma camisa do XV de Piracicaba para alguém que vai a São Paulo. A terceira, um livro.

Se existe algo que existe com fartura em Buenos Aires são os livros. Só na Avenida Corrientes há uma livraria ao lado da outra (as vezes, intercalada com algum teatro). Pois o meu amigo foi a uma desta, e não foi a uma qualquer: num antigo teatro, a rede El Ateneo instalou uma bela loja, de onde veio o livro que eu encomendei: El nacimiento de uma pasión, de Alejandro Fabbri.

Não conheço o autor, nem sei se ele é um idiota como o Maurício Saraiva, mas o livro é bom. Ao menos, até onde eu li. Conta como foram criados os principais clubes de futebol da Argentina.

Não, não é um livro sobre o Boca e o River somente, mas sim sobre Talleres, Olimpo, Morón, Chacarita, Ferro Carril Oeste, Almagro, Huracán, Atlético Rafaela, Godoy Cruz, Estudiantes, Platense (time do autor), além, é claro de Boca e River, entre muitos outros.

"La influencia de los médios masivos de comunicación, los éxitos deportivos originados en un poderio econômico que se ha ido ampliando con los años, una distribuición económica que premia al poderoso y a quien recibe un mayor favor del público, todo eso ha edificado un fútbol desigual, con dos entidades que largamente exceden al resto. Más allá del esfuerzo, la seriedad y el profesionalismo de otras instituciones que compitem deportivamente, pero que no pueden pelear el reparto del dinero ni el favor de los medios.

Hoy, resulta muy difícil que la juventud apunte a fortalecerse em el club de su barrio o de su entorno. Es inmensamente sencillo (y hasta ahorra sufrimientos) hacerse hincha del más grande, porque así puedo ganar, trascender y cargar a los demás. Me siento superior porque mi clubes grande. Comparto amores com innumerable cantidad de hinchas que no tienen nada que ver conmigo, pero tenemos el mismo amor por esos colores."


Disse tudo.
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