quarta-feira, 15 de abril de 2009

Todos os meus celulares

Dias atrás, meu amigo Guilherme escreveu contando sobre os celulares que ele já teve, encorajando-me a fazer o mesmo. Minha lista é bem mais modesta e, ao contrário da dele, prima pela fidelidade a uma única marca e a uma única operadora, mas por razões bem simples, que serão explicadas no decorrer do relato:
Ganhei meu primeiro celular na noite do dia 12 de janeiro de 2001, nas dependências da churrascaria Nova Bréscia, zona norte de Porto Alegre. Lembro-me de tantos detalhes por se tratar da janta da minha formatura. Meus amigos contribuiram com uma quantia (algo entre R$ 15,00 e R$ 20,00, um valor bem razável para a época e para estudantes sem renda fixa), mas como tenho poucos (mas bons) amigos, papai teve que cobrir a diferença. E ganhei meu Nokia 5120i, um clássico, que possibilitava fazer e receber chamadas, mandar mensagens de texto, brincar com alguns jogos toscos e me acordar.


Como o presente fora comprado na capital, seu prefixo era o 51, e tão logo pude troquei para um 55, que mantenho até hoje. Pré-pago.

Depois de três anos com este enorme celular estragando os bolsos das minhas calças, a bateria começou a dar sinais de exaustão. Então decidi que melhor do que investir numa bateira nova era comprar um telefone novo. E comprei-o sim senhor, um Nokia 1200, um pouco menor que o anterior e sem a característica antena, mas com os mesmos recurso. Paguei os mesmos R$ 299,00 gastos por meus amigos e meu pai pelo meu primeiro celular.

Não me lembro do que se sucedeu, mas sempre tive o péssimo hábito de deixar cair meus celulares. Acontece que tive um problema com este, acho que foi uma pane, ou visor quebrado, não recordo, mas que me levou a comprar outro, após apenas um ano de uso.

Não tenho receio em afirmar que o Nokia 2112, o escolhido da vez e pelo qual desembolsei R4 249,00, foi o melhor celular que eu já tive, pois além de telefone, despertador, relógio, calendário e de ser bem menor do que os outros, ele oferecia algo fantástico que nunca mais encontei em nenhum outro: uma lanterna. Que troço útil. Os celulares de hoje têm conexão à internet, possibilitam assitir TV, fazem fotos e vídeos, têm GPS, visor colorido, touch screen, tocam MP3 e o diabo a quatro, mas nenhuma dessas ditas maravilhas tecnológicas vem com lanterna. Será que somente eu sinto falta deste ítem?



Infelizmente meu 2112 estragou. Não sei bem certo, ele simplesmente não funcionou mais, também após um ano de uso. Procurei pelo mesmo modelo, ou sua evolução, mas não encontrei nenhum, nem similar. Optei pelo Nokia 1661, meu primeiro celular com visor colorido e com chip, mas com um software mais simples que o anterior, sem calendário, e não possibilitando agregar dois números num mesmo contato. Paguei R$ 179,00. E o tenho até hoje. Pra variar, logo que o comprei deixei-o cair, trincando o visor.



Sempre tive Nokia por serem telefones baratos e simples, e permitem que eu faça aquilo que eu gostaria que um celular fizesse: funcionar como um telefone, originando e recebendo chamadas; e sempre mantive o mesmo número por razões comerciais, pois clientes antigos costumam a guardar meu número. Agora, com a portabilidade, já posso pensar em trocar de operadora, mas somente se tiver bons motivos para tanto. Ruim por ruim, todas têm seus defeitos.

Celular é algo bastante útil porque possibilita que você seja encontrado (o que é bom no caso da minha profissão), mas é muito ruim porque possibilita que você seja encontrado (o que pode ser ruim na minha profissão e é ruim para a privacidade). Gostaria de poder não ter um, mas preciso dele. Se bem que é só desligá-lo ou não atendê-lo, quando fiz logo depois do último Grenal, quando ele começou a tocar. Só no outro dia que descobri se tratar de um paciente…
Mas ao menos me dou ao luxo de ter um chip “de férias”, cujo número só minha família conhece.
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