quarta-feira, 15 de junho de 2011

Hincha carbonero, com orgulho.

Um dos bordões mais imbecis das transmissões esportiva é aquele que diz "hoje o time tal é o Brasil na Libertadores".

Sim, e daí? E eu com isso? Agora eu não posso mais escolher para que torcer? O fato de ter nascido neste país me obriga a torcer pelos times daqui? Dai-me paciência, Senhor!

Sou do tempo em que ter uma Libertadores da América era algo exclusivo, orgulho para apenas um pequeno e seleto grupo de equipes, dentre estas o Grêmio. Por que diabos eu gostaria que um Palmeiras, um São Paulo, um Vasco também tivessem este motivo de orgulho? Onde ficaria a exclusividade?

Mas o mundo dá voltas e não cessa de dar provas de quanto é injusto. A competição que era para poucos se banalizou e times de menor expressão a conquistaram. Acabou-se a exclusividade.

Mesmo assim não perdi velhos hábitos: se não é para o Grêmio ganhar, que seja qualquer um não-brasileiro, ou paraguaio, ou argentino, ou colombiano, na emergência até um mexicano, mas nunca um Flamengo, um Fluminense, um Cruzeiro, um São Caetano...

Hoje começa a ser decidida a Libertadores 2011. De um lado temos o Santos, o queridinho da mídia com seu astro cai-cai Neymar. Do outro o Peñarol, com sua história, sua camisa, sua raça e a minha torcida: além de ser o não-brasileiro da vez, representa o país com o qual eu tanto simpatizo, que gosto tanto de visitar e que tantas boas recordações me trás.

Sei que será uma tarefa árdua, mas seria muito lindo ver a sofrida torcida carbonera vibrando com esta conquista. O futebol perde muito sem o protagonismo da seleção Celeste e de seus dois grande times. Vamos, Peñarol, pelo bem do futebol
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