terça-feira, 2 de junho de 2009

Nomes

Sou uma pessoa modesta, além de estar feliz com meu trabalho, mas as vezes gostaria de, ao menos por alguns breves momentos, exercer outra profissão: tem dias que eu adoraria ser dono de um cartório, e nem é tanto pela fortuna que esses caras ganham, podia ser um simples empregado. O que eu queria era pôr um basta a esta incensatez que está se tornando os nomes das pessoas:

Sonho com o dia em que alguém chegaria com uma criança para registrar:

-Nome:
-Meríndia.
-Carla? Que nome bonito! Aqui está a certidão: Carla da Silva.
-Mas eu disse Meríndia.
-Sim, eu entendi: Carla.
-É Meríndia!
-CARLA!!!

Ou assim:

-Qual é o nome:
-Heliwéltton.
-Aham, aqui está.
-Epa, mas tu escreveu Felipe.
-Sim, é Felipe. Agora some daqui.

Como seria divertido:

-O próximo!
-Viemos registrar nossa pequena Weronyka. Com dáblio, ípsolon e cá!
-Dáblio é os teus zóio, rapá, vô te dá dáblio é nas zoreia: é com vê, i e cê, e acento, seu imbecil: Verônica. Agora paga esta bosta e te arranca daqui!

Isto seria melhor do que um churrasco, nem precisaria ter salário se fosse tudo assim:

-Gêmeos?
-Sim: Ywette e Ywetta.
-Fátima e Lourdes. Em homenagem à Nossa Senhora. Boa escolha.

-Qual que é o nome da criança?
-Carlos.
-Carlos?
-Carlos Felipe de Souza Aguiar Nachtergale de Oliveira Sobrinho.
-...

Não se pode ganhar todas.

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